domingo, 5 de agosto de 2012

Pai Olímpico



Um Pai Olímpico sabe que a brincadeira é tão importante para as crianças quanto respirar, e então brinca, nem que seja dez minutos por dia com os filhos.
Não é superatleta, mas sabe fazer exercícios de respiração e de aquecimento, antes de brincar com as crianças ensinando a disciplinar o corpo e a relaxar a mente.
Não é técnico profissional, mas sabe preparar um kit de frutas, legumes, verduras e água, explicando à criança a importância dos alimentos saudáveis.
Não é maratonista famoso como Marilson Gomes, mas pode caminhar com a criança levando-a pelas mãozinhas, ensinando-a a andar, enquanto a mamãe prepara a mamadeira ou indo até a padaria para buscar um pão quentinho.
Não é um Neimar, mas faz apenas um gol e deixa o filho ganhar de três a um, jogando bola no quintal de casa ou na quadra.
Um pai olímpico faz pipoca e escolhe um filme junto com as crianças e depois os ensina a deixar tudo limpinho ajudando a mamãe na organização e limpeza do ambiente.
Um Pai Olímpico educa as crianças ensinando coisas novas em todas as oportunidades.
Parabéns a todos os Pais Olímpicos como você!

Autoria: Solange R. Britto.

domingo, 22 de julho de 2012

Fazer um céu, com pouco a gente faz
basta uma estrela
uma estrela e nada mais.
Pra ter nas mãos o mundo
basta uma ilusão
um grão de areia
é o mundo em nossa mão.
Sonhar é dar à vida nova cor
dar gosto bom às lágrimas de dor
o sol pode apagar, o mar perder a voz
mas nunca morre um sonho bom dentro de nós.

MÁRIO LAGO
(Rio de Janeiro-1911-2001)

Basta o essencial!



Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis que não levam a nada.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…

Quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absoluto, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena.

Basta o essencial!

Rubem Alves

sábado, 23 de junho de 2012

O Oleiro e a Argila

(Para Afrânio)


A argila toma forma

nas mãos do hábil oleiro

cuja obra se consuma

em êxtase e devaneios.

A escultura não nasce pronta

sequer conhece o obreiro

que a conduz por caminhos

em gentis passos certeiros.

Perfeitas curvas vão surgindo

por entre movimentos e apelos

e o barro vai se abrindo

a cada toque de dedos.

Terminada a obra prima

o artesão então se afasta

sua satisfação se finda

quando começa a da amada.



Cristina Ferber

domingo, 17 de junho de 2012

A Borboleta e o Girassol

(Para Afrânio)



Seu júbilo vem do firmamento,

espelho de luz, sentimento,

ostentando o amor na face,

no convite ao enlace.

Atraída pela cor se aconchega,

a melindrosa borboleta,

e no girassol do amor,

ela faz o seu planeta.

Tem gente que é como girassol

pois ilumina o coração,

outras são como borboletas

atraídas pela sedução.

Similar a essa flor

é a sua imagem, não sei porque...

Meu amor girassol

me deixa ficar com você!



Cristina Ferber

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A Cigarra




No tronco da árvore
Ela descansava
Temerosa
Movimentos leves
A afastavam
Do homem
Voraz
Capaz
De destruir
Mas, não...
Ele a queria
Viva
Para sempre
A cantar
Mas ela silenciava
O medo
Assombrava
E então
Ele a eternizou
Na imagem
Da tela
Porque a vida
Da bela
É fugaz

Sonia Salim

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Primeiro Amor

 
 
Tem perfume de rosas

Sentimentos inconfessos

Pensamentos alados

E encontros secretos.



O olhar meditativo

esconde a mente galopante

E a dor no peito aperta

de tanto querer o amante.



O primeiro amor é terno e doce

Quando transborda de saudades,

Mas há os que queimam e consomem

De grande e teimosa ansiedade.



Ninguém esquece o primeiro cálice

De vinho do amor adolescente

Ninguém jamais experimenta

Desse eterno sabor novamente.



Cristina Ferber